9 de ago de 2010

Oxóssi
“O Rei de Kêtu”
O GRANDE CAÇADOR

Oxóssi é filho de Oxalá e Iemanjá, irmão de Ogum e Exu. Seu nome significa OXÓ: "caçador", OSSI: "noturno". Tradicionalmente, é associado à Lua, por ser a noite, seu melhor momento para a caça. É um guerreiro solitário e sua maior responsabilidade em relação ao mundo é de proteger e garantir a vida dos animais, que somente são sacrificados por uma necessidade de alimentação. Tudo que nasce sobre a terra pertence  a Oxóssi, exceto as plantas tóxicas e venenosas, que segundo a tradição, diz terem sido plantadas por Exu. Ele é um vencedor, traz para  seu povo a sobre vivência, a abundância, a cura das doenças pela natureza, a saúde plena. Como caçador, Oxóssi porta um arco e uma flecha, geralmente de ferro, e o erukerê (rabo de cavalo usado só pelos reis), está ligado às alterações mentais e físicas, Oxóssi é o constante movimento da natureza e está sempre em evolução, orixá cavaleiro, rei, herói, senhor de um dos seis reinos formadores da federação YORUBÁ, constituída por Alaka, Onila, Onibini, Onisabe, Oió e Kêtu, terra de Oxóssi. É um Orixá que cultua o próprio individualismo, com uma determinação sem igual para qualquer combate, considerado um dos mais belos Orixás e amante da natureza.

SÃO SEBASTIÃO
O   Culto à Oxóssi é muito difundido no Brasil e pouco lembrado na Nigéria, sendo basicamente cultuado na cidade de Kêtu (terra dos panos vermelhos), onde foi consagrado como rei. Ele é um Orixá que envolve-se muito nas emoções e transforma-se através delas. Tem o dom da comunicação, por isso suas mudanças são discutidas e analisadas a um nível consciente, Oxóssi tenta ser coerente com seus sentimentos, pois vive às dúvidas emocionais muito mais que as indecisões materias. Lembrando que no mito Oxóssi apaixona-se e vai atrás de seu amor para conseguir vivê-lo. Ele roubou Oxum de Ogum e mais tarde abriu mão de tudo para ir viver com Ossãe nas matas. No sincretismo é  associado à São Jorge na Bahia, sendo festejado no dia 23 de Abril, no Rio de Janeiro e São Paulo, ele é São Sebastião, que é festejado no dia 20 de Janeiro. Pode-se estabelecer Oxósse ao Jovem Mercúrio da mitologia romana, o Deus do comércio, dos ladrões, bem como o seu correspondente grego Hermes. Ambos representam o movimento, as mudanças e tudo que é novo e vibrante.

O MITO - "O CAÇADOR DE UMA SÓ FLECHA"

ERUKÊRE- ARCO E  FLECHA
O rei Olofim resolveu dar uma festa para o seu povo em comemoração à colheita que havia sido farta. Seria servido Inhame e vinho de palma à vontade. Foi quando o Pássaro do Medo chegou e ameaçou a todos. Olofim chamou então, seus três melhores guerreiros para matar o grande pássaro. Vieram Oxotoji, com 20 flechas; Oxotodi, com 50 flechas e Oxotodá, com 40 flechas. Todas as flechas foram disparadas pelos  atiradores, mas nenhum deles consegui atingir o pássaro. Havia um jovem guerreiro corajoso Oxotocam-giu na aldeia que só tinha uma única flecha, com muita confiança em si mesmo, pediu humildemente ao rei  que lhe desse a oportunidade de atirar e matar o pássaro ameaçador. As mulheres pássaros sabiam que o jovem tinha poderes especiais e vêm proteger o Pássaro do Medo, cobrindo seu peito com seus próprios corpos, fazendo assim com que a flecha volte para matar seu atirador. A mãe de Oxotocam aflita com seu filho, pede a Oxalá que o proteja. O jovem está entre a morte e a felicidade, por isso ela pede  que Oxalá transforme a morte em felicidade. Ela sacrificou uma galinha, abrindo o seu peito e colocando no meio da estrada, acreditando que o peito do pássaro receberia o que era merecido. Oxotocam no mesmo instante atirou  sua flecha e matou o grande pássaro ameaçador. Desde esse dia ele foi transformado em herói e passou a se chamar Oxóssi.                             

Dia da semana - Quinta-feira
Cor - azul-turquesa (afasta a tristeza e atrai o dinheiro), em algumas nações e na Umbanda sua cor é o verde
Elemento - ar e terra
Instrumento - Arco e flecha
Saudação - "O Kiarô" - ("bom dia", em Yorubá)

LOCAL DE DOMÍNIO - AS MATAS
OS CABOCLOS - GUERREIROS DE OXÓSSI

O Caboclo é o arquétipo da valentia e coragem, sobrevive na memória popular, tradicionalmente apresentando-se como aquele que veio para defender, lutar e vencer. A história nos focaliza o Caboclo como sinonimo do indígena, isso ocorrendo até o fim do século XVIII. Quanto ao termo Caboclo, hipóteses e discussões ainda são mantidas, não se sabendo, ao certo, se a sua origem é africana ou indígena. Dentro do Culto, as cerimonias são realizadas com oferendas de frutos e comidas nas matas. São grandes realizadores de curas através da medicina mágica, banhos, defumações, pós e outros preparados. Os Caboclos de acordo com sua origem (linha), nação (tribo), devem realizar atos pertinentes às suas características de grupo, ou sejam: Os Caboclos de Pena - geralmente dançam como se estivessem com o arco e a flecha; são ditos mais livres, desempenhando seus trabalhos nas matas.
Os Caboclos capangueiros  e boiadeiros - apresentam-se tangendo suas boiadas, e expressam alguns aboios utilizando termos próprios dos vaqueiros. Esses caboclos são conhecidos por sua valentia e adestramento em conduzir seus animais. Eles apresentam-se trajando uma roupa de couro, levam um chicote e o laço. Esses tipos distintos de Caboclos são encarados nas práticas dos terreiros como os enviados das Leis de Deus, prontos a praticar o bem e desempenharem o papel de conselheiros e curandeiros, além de encaminhar  a vida de seus seguidores. O culto aos Orixás é desenvolvido, havendo correlacionamento entre as divindades africanas e os Caboclos, que ocupam, na mitologia brasileira o papel de divindades auxiliares, não possuindo nenhum status de um Deus.
Caboclo Ventania
As linhas de trabalho de Oxossi:
Caboclo Urubatã
Caboclo Araribóia
Caboclo das 7 Encruzilhadas - fundador da Umbanda
Caboclo Águia Branca - Peles Vermelhas
Caboclo Tamoios - chefiados por Graúna
Caboclos Guaranis - chefiados por Araúna
Cabocla Jurema - linha feminina de Oxóssi

Caboclo Pena Branca

















Caboclo Pena Azul

O ARQUÉTIPO DOS FILHOS DE OXÓSSI
Os filhos de Oxóssi apresentam características que são facilmente percebidas,  são alegres, extrovertidos, possuem fisicamente um corpo elegante, bonitos e não são robustos. São pessoas de um raciocínio rápido, mudam de idéia com facilidade, por isso, tudo que  se propõe a fazer, nem sempre termina. Tem um temperamento mutável, generosos, hospitaleiros e muito fiéis nas amizades. Com uma veia artística apurada, estão sempre a procura de grandes aventuras, adoram coisas novas. São também perseverantes em seus objetivos, tem muita sorte, terá muito sucesso no profissional, tanto como se estiver no comando ou se for comandado. Adoram as mudanças em aspecto geral. Tímidos nas questões sentimentais, não se prendem a nada e nem a ninguém. No campo sentimental, são instáveis até encontrar o par perfeito, possuem uma certa insegurança no amor, justamente por apreciarem a liberdade. Em nível espiritual são pessoas dispostas a eliminar seus defeitos, tais como o orgulho, a preguiça e a teimosia. Oxóssi  tem como dever, dar o alimento à todos os seus filhos, pois é considerado o Orixá da fartura." Salve o grande caçador "

AS VARIAÇÕES DE OXÓSSI
Ybualama - É  velho e caçador, conta o mito que apaixonado por Oxum, se atirou nas águas profundas do rio ao encontro do  seu amor. O verdadeiro pai de Logum Edé. Sua vestimenta é azul celeste, assim como suas contas, usa um capacete e um saiote feitos de palha da costa.
Inlê - Filho querido de Oxaguiã e Iemanja. Ele veste-se de branco para homenagear seu pai, usa um chapéu de plumas brancas e azul claro. Esse Oxóssi tem fundamento com Ogunjá.
Otyn
Dana Dana - Ele é um Orixá que entra na mata da morte sem temer  Egun e a própria morte, pois tem fundamento com Exu, Oyá, Oxumarê e Ossãe. Veste-se também de azul claro.
Akuereran - É o dono da fartura, veste-se de azul claro e tiras vermelhas. Mora nas profundezas das matas, tendo fundamento com Oxumarê e Ossãe, suas contas também são azul claro.
Otyn - É um Oxóssi guerreiro e muito parecido com seu irmão Ogum, tem um temperamento forte e muito valente, está sempre pronto para lutar quando provocado, não leva desaforos. Usa roupas de couro de leopardo e bode, veste as cores azul claro e vermelho, suas contas são azul e leva capangas.
Mutalambo - Tem fundamento com Exu.
Gongobila - É um Oxóssi jovem, tendo fundamento com Oxalá e Oxum.
Koifé - Não é cultuado no Brasil e na Africa, pois seus fundamentos estão extintos. Seus eleitos ficam durante um ano recolhidos tomando banho de folhas todos os dias, veste-se de vermelho, usa nas mãos uma espada e uma lança. Vive sozinho escondido das matas, come com Ossãe, usa um capacete que lhe cobre todo o rosto,  capangas e braceletes, suas contas são azul claro.
Arolé - É um dos mais belos tipo de Oxóssi, propicia uma caça abundante. O verdadeiro rei de Kêtu, é um Orixá que vive se apreciando nas águas, por sua beleza, é ágil na arte de caçar e veste azul claro.
Karé - É um bom caçador e mora perto das fontes, gosta de se pentear, de perfume e de acarajé. Usa azul e um Banté dourado. Está ligado as águas de Oxum, mas não se da muito bem com ela, pois ambos exercem as mesmas forças.
Wawa - Está extinto, vem da origem dos Orixás caçadores, Veste-se de azul e branco, usa arco e flecha e os chifres de touro selvagem. Ele fez sua morada debaixo de uma gameleira, come com Xangô e Oxalá.
Walè - É um Oxóssi velho e considerado como o rei na África, é muito severo e austero, solteirão, pois não gosta das mulheres, para ele elas são chatas, falam demais, vaidosas e fracas. Usa contas azuis escuro.
Yoseewe ou Ygbo - É o senhor das florestas, ligado a Ossãe com quem vive nas matas. Veste azul claro e usa capacete quase tampando seu rosto.
Tafà Tafà - É  predicado que se diz de Oxóssi, é um caçador arqueiro, aquele que é atirador de flechas.
Otokán sósó - Não é uma qualidade, mas é um "oríkì" que significa, o caçador de uma flecha só, um Oxóssi citado na Lenda do Pássaro do Medo.

"Salve o Rei de Keto"

28 de jun de 2010

Ogum
"O Senhor do Ferro" 
O GRANDE GUERREIRO


ESPADAS
Ogum é representado como um guerreiro armado, portando uma espada como símbolo de sua força. Ele é o senhor do ferro da guerra e da tecnologia, temperamento rude, não se prende a nada e nem a ninguém. É um Orixá que incita a guerra, para mostrar poder e aumentar seus bens, mas não descansa sobre suas glórias. Ogum é o dirigente, o rei que não quer ter suas ordens desobedecidas, quando contrariado, ele fica furioso, perde a razão e castiga impensadamente, arrependendo-se em seguida. Sua correlação é com o Deus da guerra Ares ou Marte da mitologia greco-romana, tendo características violentas desses deuses, bem como sua ligação com o ferro e o fogo. Foi Ogum quem ensinou os homens a forjar o ferro e o aço, pois é um feliz artesão, que confecciona suas  próprias espadas para seus combates. Possui sete ferramentas de ferro como simbologia: alavanca, machado, pá, enxada, picareta, espada e faca, com os quais ajuda o homem a vencer a natureza. É o vencedor de demandas, que com sua espada, corta as dificuldades e castiga os faltosos. Ogum é um poderoso Orixá que defende a lei e a ordem, abre os nossos caminhos e vence as lutas, agindo pelo instinto para defender e proteger os mais fracos. Tudo que está relacionado a conquistas, vitórias  e lutas, são presididas por Ogum. É a própria lei divina em ação e o guerreiro buscando novos horizontes. 
O povo da Bahia associa Ogum ao santo católico São Sebastião, que é festejado no dia 20 de Janeiro, mas o povo do Rio de Janeiro e São Paulo sincretizou Ogum à  São Jorge Guerreiro, que se comemora em 23 de Abril.
O MITO -  "A VINGANÇA"
Ogum era o rei de Irê, Ogum Onirê. Conta-se que, tendo partido para a guerra, retornou a Irê depois de muito tempo. Ele chegou num dia em que se realizava um ritual sagrado. A cerimonia exigia que todos permanece-se em total silêncio. Não era permitido falar e nem se dirigir o olhar. Ogum sentia fome e sede, mas ninguém o atendia, ninguém falava com ele. Ogum então pensou que ninguém o reconhecera, por isso, sentindo-se humilhado  e enfurecido, resolveu se vingar. Ele cortou a cabeça de seus súditos. Quando terminada a cerimonia, foi encerrado o silêncio e o filho de Ogum com alguns homens salvos da matança, vieram render homenagens ao rei. Foi quando Ogum reconhecera o erro cometido e se tomou de profundo arrependimento. Ogum então enfiou sua espada no chão e a terra se abriu, tragando-o solo abaixo, não era mais humano,se tornara um Orixá.

Dia da semana - Terça-feira
Cor - azul escuro (cor do metal quando aquecido na forja), vermelho, em alguns nações o verde
Elemento - fogo e metal
Instrumento - espada de ferro
Saudação - "Ogunhê"- (Olá, Ogum)

LOCAL DE DOMÍNIO - AS ESTRADAS - AR LIVRE E ESTÁ PRESENTE EM TODOS OS CAMINHOS


ARQUÉTIPO DOS FILHOS DE OGUM
Tem  temperamento mutável, não age pela razão, mas pela impulssividade, colérico e prepotente. Não gosta de ser contrariado, valente, idealizador, trabalhador, renovador, galanteador, falante, sexualmente bem resolvido,  franco e muito desconfiado. Quando se torna amigo, é extremamente fiel na amizade.
Pela minha máxima admiração, Ogum significa um poderoso muro de defesa  e de grande personalidade, portanto não deve ser invocado em vão, pois controlar suas ações pode ser impossível. É o grande soldado da humanidade.

  AS VARIAÇÕES DE OGUM
Ogum possui algumas variações (qualidades) de acordo com a cidade onde há seu culto. Na África seus nomes coincidem com sete cidades que formam o reino de Irê, com isso ganha suas particularidades e costumes. São eles:

Ogum Olode - chefe dos caçadores,  solitário, amigo do mato e dos animais, conhecedor dos caminhos, não se alimenta de galo, por ser um animal doméstico. Sua origem é do Kéto.

Ogum Je Ajá ou Ogunjá um de seus mitos, conta que fez um trato com Oxalá ajudando-o em seu reino. Também está ligado a Oxaguiã e Iemanjá. Possui esse nome por gostar de cães em suas oferendas, solitário e rabugento. Veste-se de verde escuro e usa suas contas verdes.

Ogum Mejê - é o mais velho de todos  e a raiz dos outros, tendo como realização a conquista da sétima aldeia de Irê, deixando seu filho Adahunsi em seu lugar.

Ogum Waris - ele se apresenta com forças destrutivas e violentas,  a saudação "Patakori" não deve ser usada para este Ogum, pois não é do seu agrado. Segundo os antigos, em um de seus mitos, ele ficou momentaneamente  cego.

Ogum Onirê - este nome se deu quando ele passou a reinar em Irê. Oni = senhor e Irê = aldeia. Está ligado à morte e aos antepassados. O cortador de cabeças guerreiro e impulssívo. Usa também suas contas verdes.

Xorokê
Ogum Xorokê ou soroke - Este Ogum tende a confundir-se  com Exu, pois possui um temperamento extrovertido, manhoso, agitado e instável, seu nome significa: Soro = falar e Ke = mais alto. Usa suas contas azul escuro que se aproxima do roxo.

Ogum Ajàká - É o rei de Oió e irmão de Xangô, particularmente agressivo, seco e voluntarioso, um sanguinário, veste-se de vermelho, é um militar costumado a dar ordens.

Ogum Lebede - é o Ogum dos ferreiros, trabalhador severo que não brinca em serviço, também um dos mais velhos,  marido de Iemanjá Ogunté e pai de Ogum Akorò.

Ogum Wori - ele é  um Ogum perigoso, dado a feitiçaria e de temperamento difícil, ligado aos màriwò; aos antepassados, um espírito dogmático.

Na Umbanda suas variações seriam: Ogum Metá (Beira Mar) - age nas orlas marítimas.
Ogum Iara - age nos rios, Ogum Naruê (Rompe Mato) - age nas matas, Ogum Malê - age contra o mal, Ogum Megê - age nas almas, Ogum Matinata - age nas colinas e nos campos e Ogum de Nagô - presença africana na Umbanda.  

"SALVE OGUM"!
"PATACORI OGUM"!

29 de mai de 2010


Exu
“A Esfera”

O MENSAGEIRO CÓSMICO - CONHECEDOR DE TODAS AS LÍNGUAS


É a divina imagem contemporânea, atuante e necessário na intimidade das práticas religiosas afro-brasileiras. Exu é o princípio dinâmico que possibilita a existência e responsável pelo destino de cada um. Ele é sem dúvida, o mais humano dos Orixás Africanos, muitas vezes mal interpretado e um símbolo desfavorável, muito confundido com o Diabo católico, trazendo para ele o estigma do mal.
Exu é o regulador do Cosmos, o deus da ordem, o mensageiro das divindades só para fins úteis. Possui um temperamento brincalhão e polêmico. Exu é lançado como síntese de um pensamento social, voltado aos sentimentos mais humanos, a própria energia vital, é constatado em qualquer ato de cerimônia. O AXÉ dos Orixás, só aciona seus mecanismos através da ação de Exu. Tem forte ligação com o fogo, não é dele a responsabilidade de decidir o que é  certo ou  errado; apenas realiza a tarefa para qual foi invocado. Teria o mesmo papel que o Deus Mercúrio da mitologia romana, o mensageiro dos Deuses. É o senhor dos caminhos, o compadre, o amigo e o trabalhador mágico com a velocidade de vento e sagacidade de fera. Exu é aquele que gera o ciclo patronal dos Orixás, estará acionando o próprio fundamento de tudo o que se possa entender de sagrado. Concluindo, sem Exu nada seriamos, ele deve sempre ser reverenciado primeiro, antes de qualquer outro Orixá, pois tem todo o conhecimento sobre a humanidade e o poder de falar todas as línguas.
O MITO - " A DISCÓRDIA"
Dois amigos lavradores trabalhavam numa plantação, quando Exu, usando um boné vermelho de um lado e branco do outro, passava por eles, cumprimentando-os sorrindo, e seguindo o seu caminho. Passados alguns segundos um dos lavradores comentou sobre o boné vermelho de Exu. O outro, não concordando com a cor, retrucou alterando a voz, alegando que o boné era branco, desencadeando assim a discórdia entre ambos, levando-os a brigar corpo a corpo até à morte.

TRIDENTE
A consciência fundamental do sagrado, está nas práticas religiosas dos terreiros, em boa parte dedicado ao Exu ou conjunto de Exus, atuantes na subjetividade de cada templo. Nas casas de culto ou centros de Umbanda, são necessários os trabalhos dos verdadeiros guardiões da espiritualidade ( os chamados Exus de Lei ) auxiliadores da Luz, mas também confundidos com entidades zombeteiras, que em sua maioria são comuns em médiuns com pouco esclarecimento e movidos pelo ego. Muitas vezes equivocados na forma de trabalhar com esses seres magníficos, que estão prontos para a limpeza e evolução do planeta. Todos nós possuímos essa energia vital, ou como queiram, os nossos próprios Exus, e temos que aprender  a respeitar e comandar esta força oculta dentro de nós. Seus lugares de domínio seriam as encruzilhadas das matas,  nas estradas e nas ruas. 

Seu dia da semana: segunda-feira
Suas cores são: vermelho ( ativo ) e preto ( absorção de conhecimento )
Seu elemento: o fogo
Instrumento: tridente
Saudação:  "Laroiê" ( Salve Exu )

LOCAL DE DOMÍNIO A ENCRUZILHADA


 OS ESPECIALISTAS DA NOITE



Relacionei alguns servidores da Luz, onde cada um deles estão ligados à um Orixá com os seus nomes de guerra.
Sr. Marabô - ligação com Xangô Caô e Iemanja
Sr. Calunga - ligação com Oxum
Sr. Mangueira - ligação com Ogum Naruê
Sr. Caveira - ligação com Omulu
Sr. Tiriri  - ligação com Xangô

OS GUARDIÕES
SR. MORCEGO - LIGAÇÃO COM ODÉ
SR. TRANCA RUAS - LIGAÇÃO COM OGUM
SR. VELUDO - LIGAÇÃO COM OXÓSSI E OXUM
SR. VENTANIA - LIGAÇÃO COM XANGÔ AGODÔ E IANSÃ
SR. SETE ENCRUZILHADAS - LIGAÇÃO COM OXALÁ
"Exu é Mogiba", que significa: "aqueles que estão nas encruzas" (pois todas as madrugadas os Exus  se reúnem nos cruzamentos para receberem informações sobre o que deverão fazer com seus filhos, no que se refere ao caminho de vida); Sua saudação Laroiê tem um significado que quer dizer:  Exu não carrega o fardo de ninguém, ou seja, cada um deve carregar sozinho seu próprio fardo, a menos que esteja disposto a pagar o preço que Exu considera justo por seu auxílio. Por ser jovial, vaidoso e astuto, ele gosta de se pentear com um topete alto, pois é aonde ele esconde sua lâmina afiada. Isso significa que, sem o preço certo e o pagamento, Exu não servirá a ninguém, ou se o fizer, sua lâmina danificará a razão do empenho.

ELEGUÁ
Elegua ou Exu Bará regente do jogo de búzios. Seu nome significa “O caminho do andado”. Usa um bastão com a forma de um pênis, que representa potência e energia pura.

AS VARIAÇÕES MAIS CONHECIDAS DE EXU:

Exú Elegbára = senhor do poder
Exú Yangi = pedra vermelha de laterita, primeira plataforma existente – água + terra
Exú Àgbá = pai-ancestral (representação coletiva de todos os exus individuais)
Exú Obá = rei-de-todos
Exú Alakétu = título dado a exu pelos ketu da Bahia - rei do povo Ketu
Exú Elebo = senhor-das-oferendas
Exú Ojìse-ebo = encarregado e transportador de oferendas
Exú Elérú = senhor do erú (carrego)
Exú Olòbe = proprietário e senhor da faca
Exú Enú-gbárijo = explicita dor de mensagens
Exú Bara = o rei do corpo (obá + ara) (princípio de vida individual)
Exú Odara = aquele que guia (mostra o caminho, vai na frente)


“Laroiê Exu”

27 de mai de 2010


Bombogira
A Síntese do Proíbido”
AS SENHORAS DA MAGIA E SEDUÇÃO

Considerada como o Exu Mulher, assim como os demais deuses afro-negros, assume uma bissexualidade que se apresenta na própria concepção do mito. A predominancia dos aspectos femininos. Nas tradições do Culto passou a se chamar de Pomba-gira, assumindo variantes nomes, formas e classificações.  É a síntese social da mulher que, por excelência, se rebela aos padrões e normas convencionais. É a impulssividade da comunicação, outro aspecto bem marcante do mito sobre Exu. É um símbolo do amor, da sedução e da liberdade. É bombogira a verdadeira personagem poderosa sabedora da magia. Ora loura, ora morena, mulata, ruiva e raramente negra. Muito reverenciada  e procurada nas casas de Culto pelo publico feminino. Exerce um grande papel também como a grande companheira do conjunto de Exus ( servidores da espiritualidade). Possuidoras de muita vaidade e sedução, que encanta a todos e deixa sempre um ar de mistério em seus trabalhos. Gosto refinado por perfumes, flores especialmente as rosas vermelhas, acessórios em ouro, cigarrilhas, roupas de cetim e principalmente as bebidas como espumantes e licores. Sorriso escancarado e debochado, ocultando nele seu desejo de triunfar onde muitos já desistiram. Seu local de domínio são as encruzilhadas em forma de um T, fora do perímetro urbano. Abaixo algumas das mais tradicionais do culto.   " LAROIÊ BOMBOGIRA".

AS SENHORAS DA NOITE
MARIA PADILHA

O MITO - A legítima Maria Padilha, rainha dos sete reinos, adora contar que quando viva, não conseguia manter seus maridos vivos além da lua-de-mel. Entre gargalhadas ela conclui que deita com o esposo e amanhece viúva, os pobrezinhos morrem de enfarto, e não aguentam sua orgia sexual. Conta a lenda que ela teve sete reis como maridos. Por isso é dona de sete reinos, sete caminhos, sete territórios por onde ela transita, para fazer seus trabalhos e receber suas oferendas.

        MARIA MULAMBO   

A  CIGANA

A DAMA DA NOITE

A MISTIFICAÇÃO - infelizmente a mistificação é muito comum nas casas de culto, pois nem todos os dirigentes, observam com atenção seus ocupantes. Eu como já fiz parte desse meio. Presenciei muitas vezes cenas de bebedeiras de algumas mulheres, pois se estivessem com suas Bombogiras, jamais ficariam bêbadas. Isso é uma vergonha aos integrantes da religião que trabalham com seriedade.

SETE SAIAS
“LaroiêBombogira”

26 de mai de 2010


A Criação
“O Universo e O Mundo”

MOMENTO DA CRIAÇÃO - SEGUNDO OS YORUBÁS

OFUM MEJI ( o criador) criou o Universo e após a formação do cosmos, ele deu início a geração dos seus filhos, ou seja, os demais ODUS. O primogênito foi OYEKU MEJI, pois no princípio só havia trevas. Criou logo em seguida o seu segundo filho EJIOGBE, onde ambos nasceram no mesmo dia. Após conceber OYEKU MEJI, OFUM MEJI entregou-lhe seu cetro Real para que com ele abrisse um PORTAL DE LUZ. Essa mesma luz dispersaria por todo Universo, iluminando em todas as direções, mas foi recomendado à ele que fizesse abstinência ao EMU( espécie de bebida). Passado algum tempo, OYEKU MEJI ao retornar de suas ocupações dispersou-se de seu irmão e desobedecendo as regras ditadas pelo pai, embriagou-se com o EMU. EJIOGBE sentiu falta de seu irmão, e retornou pelo caminho encontrando-o adormecido e embriagado. EJIOGBE tentou de tudo para reanimar seu irmão, mas foi em vão. Então recolheu o cetro Real e retornou sozinho pra ORUN, onde seu pai OFUM MEJI os aguardava. E então seu pai lhe perguntou:"Onde está seu irmão, o guardião do cetro Real?"
Responde EJIOGBE: "Ele bebeu EMU em excesso e adormeceu, tentei acorda-lo, mas não foi possível. Então retornei sozinho e trouxe o cetro Real".
"Tu não bebeste?"
"Não! sabes que sou obediente às tuas ordens, jamais faria isso".
"Então serás o guarda do cetro Real, substituirás teu irmão daqui por diante".
OYEKU MEJI, ao se recuperar da embriaguez, sentiu falta do cetro e retornou ao ORUN bem desnorteado. Ao cruzar os umbrais de ORUN, foi interpelado por seu pai, que lhe perguntou:
"Porque me desobedeceste, meu filho?"
"Não resisti ao desejo de beber o EMU, e para piorar, eu não sei aonde está o cetro Real e o paradeiro de meu irmão".
OFUM MEJI diz: " Felizmente meu filho, nada se perdeu! o cetro Real foi recolhido por seu irmão e ele está aqui também. Por tal procedimento, de hoje em diante você será subordinado à ele, o seu irmão mais velho, por sua desobediência".
E então EJIOGBE passou a ocupar o primeiro lugar, o qual ele próprio suplicou a seu pai que OYEKU MEJI era o irmão mais velho e deveria ocupar tal posição. Pediu então que lhe fosse dado a guarda das noites e trevas, uma vez que confiaste a mim os dias e a Luz.
OFUN MEJI com pena de seu filho, atendeu a seu pedido e concedeu à OYEKU MEJI vigília da noite, das trevas, do sono, da insônia, enfim, tudo que ocorre à noite, seja na terra, no ar e nas águas. Então EJIOGBE mais uma vez foi designado a disseminar a Luz por mais longínquos recantos do Universo, criando assim as estrelas. Deu-lhe um auxiliar ÈSÙ( por isso EXU percorre os quatro cantos do mundo com seu OGÓ).
E assim foram cumpridas as determinações: No alto do céu, está o SOL reinando sobre os dias e a LUA sobre as noites e as estrelas brilhando pelas madrugadas, dando forma ao Universo. AXÉ


A criação da Terra
Na Nigéria, o Universo é considerado como uma esfera semelhante a uma Cabaça, e a Terra é considerada plana e flutuando dentro da esfera. A parte superior é o céu e a inferior é o mar. Quando nosso mundo foi criado, Deus (OLORUM) firmou a terra e os limites das águas unindo bem as bordas da cabaça e enrolando uma cobra divina para estabelecer a ordem e sustentar as coisas com o movimento rotativo.
No princípio o mundo era pantanoso e cheio de água, nessa época não havia homens, pois os terrenos não eram sólidos. Um dia, Olorum (Deus Supremo) chamou Oxalá e encarregou-o de criar vida na terra. Foi dado então a ele uma casca de caracol cheia de terra, um pombo e uma galinha com cinco dedos. Oxalá desceu à terra e colocou a casca de caracol sobre o pântano. Com o auxílio do pombo e da galinha, a terra se espalhou por todos os lugares, formando um terreno sólido. Depois de algum tempo, Oxalá retornou à presença do Deus Supremo para informar que sua missão havia sido cumprida. Olorum então para inspecionar se o trabalho estava cumprido, enviou um camaleão ( o camaleão é figura constante nos mitos yorubanos) para verificar o trabalho feito por Oxalá. Após algum tempo de vistoria, o camaleão informou que o terreno era muito vasto, mas que ainda encontrava-se húmido; foi ele então enviado pela segunda vez, logo quando chegou, viu que toda a área já estava seca. O local onde tudo começou foi chamado de IFÉ ( significa vasto) e ILÊ ( significa casa), assim ILÊ-IFÉ passou a ser a cidade sagrada do povo e todos os homens surgiram.

20 de fev de 2010

  O Sacrifício
“A Crueldade e Ignorância”
O DERRAMAMENTO DE SANGUE








Caros visitantes, nesta postagem, venho esclarecer, que sou totalmente contra  o    sacrifício  de animais para  agradar aos Deuses.  Mas respeito a quem ainda utiliza essa prática! No culto africano em tempos passados, existia a matança, porque a caça fazia parte do dia-a-dia do caçador africano. Eram seus costumes, eles caçavam para sobrevier, para alimentar suas tribos, neste caso a matança era vital. Não havia outros recursos alimentares  para acalmar a violência que eles acreditavam vir do alto, pediam o perdão a Natureza através do sacrifício e da oferenda do sangue do animal. Nos rituais apenas eram oferecidos o sangue, a cabeça, as patas e o rabo, a sua carne era consumida por todos.
Infelizmente até os dias de hoje, os sacerdotes do culto aos Orixás,  ainda estão vivendo como a 2.180 a.C. e repetindo esse tipo de ritual para alimentar as forças da Natureza. Que absurdo! A matança é mesmo necessária? Porque cultuar os Orixás de forma tão primitiva? Afinal, onde fica a evolução natural de tudo? Tudo que está na Natureza possui vida, portanto, acredito que essas mesmas forças são preservadoras de tudo que existe no Universo. Estamos na Era de Aquário, no mundo movimentado pela Internet, não me conformo como as casas de culto ainda conservam Rituais tão ARCAICOS. Os Orixás fazem parte da nossa Mãe Terra, não acredito que eles fiquem satisfeitos com tanta crueldade. Mas segundo alguns irmãos de jornada espiritual, esse preceito é necessário e segue as tradições! Após o sacrifício, a carne serve para alimentar os visitantes das festas que são celebradas, ou saídas de filhos de santo, enfim bla bla bla!!! Na época em que passei por esses preceitos, eu era  apenas uma criança e não tive o direito de escolha. Estou trabalhando com os Orixás há mais de 18 anos e não participo de nenhum ritual desse tipo, nem frequento nenhuma casa de culto. Nunca fui punida por isso! Minhas divindades são maravilhas comigo e só tenho que agradecer. " Na verdade não é dentro de um Terreiro que você deve sentir-se bem. O Templo Interior é o que nos eleva, pois o Grande Mestre Jesus sempre preferiu o ar livre, a Natureza para reunir seu povo.   Nos despachos e obrigações encontramos as seguintes vítimas: Galinhas, Bodes, Cabras, Pompas, Gatos e até Cães oferecidos para o Orixá Ogum, - sem comentários! me revolto com isso!!! Talvez nem todos concordem comigo, sinto muito se alguns irmãos ficarem ofendidos pelas minhas opiniões. Para mim os Orixás estão evoluindo, assim como evolui a humanidade. Muito AXÉ.


ESTE É O RESULTADO FINAL DAS ATROCIDADES OFERECIDAS 
 ÀS ENTIDADES ESPIRITUAIS DAS ENCRUZILHADAS



A POLUIÇÃO NAS RUAS









17 de jan de 2010


 Orixá de Cabeça
“Nossa Essência Primitiva”

ORIXÁ DA COROA
O Orixá de cabeça é a manifestação da nossa essência primitiva contida em nosso interior, essa energia cósmica irradia o nosso caminho espiritual, nos doando qualidades e atributos necessários para a nossa evolução, ou mesmo absorvendo os excessos. Localização do ponto de força de recepção energética: No alto da cabeça ( Coronário).

ORIXÁ DE FRENTE
Também exerce uma forte influência para o nosso caminho material, nos doando qualidades e atribuições necessárias para a nossa vida física presente, ou mesmo absorvendo os excessos. Localização do ponto de  força  de recepção energética: Entre as sobrancelhas ( Frontal) no meio da testa, o 3º olho.

ORIXÁ JUNTÓ  
OBS: a palavra juntó, é um designativo regional e foi adjudicada do termo adjunto, que quer dizer: junto; auxílio; do lado.
É o conjunto de forças do Orixá de cabeça, auxilia-nos com suas qualidades e atributos, contribuindo para o aprendizado das verdades divinas, adquiridos em vidas passadas, bem como ao equilíbrio dos erros cometidos, afim de nos reequilibrarmos no presente para a nossa evolução.
Localização do ponto de força de recepção energética: por toda extensão da nuca.

ORIXÁ DA DIREITA
È aquele que irradia com suas qualidades e atributos, a nossa direita, ou seja, o nosso consciente, o pólo positivo e as virtudes humanas ( absorvendo os excessos ou irradiando a falta).
O lado direito do nosso cérebro físico e do cérebro espiritual, comanda o nosso emocional refletindo o nosso "Eu positivo" ou seja, o do bom caminho, o da justiça, o da vereda certa ou vida verdadeira, é o lado que reflete as nossas "virtudes", o lado da realidade, da espiritualidade maior e dos que vem com Deus, cumprindo-lhe as Leis. Localização do ponto de força de recepção energética: Na região acima da orelha direita.

ORIXÁ DA ESQUERDA
É aquele que irradia com suas qualidades e atributos a nossa esquerda, ou seja, o nosso inconsciente, o pólo negativo, os defeitos humanos ( absorvendo os excessos ou mantendo o equilíbrio).
O lado esquerdo do nosso  cérebro físico e do cérebro espiritual, comanda o nosso racional, refletindo o nosso "Eu negativo", ou seja, as injustiças, a inércia, o mau caminho, as incertezas, a vida ilusória. É o lado que reflete os nossos "defeitos"; o lado das ilusões, é dos que estão vivendo para o mundo e desejando o muito sem Deus. Localização do ponto de força de recepção energética: Na região acima da orelha esquerda.
Isso não significa que os Orixás, comandam as nossas virtudes ou os nossos defeitos, mas sim, que Eles estão a postos, afim de nos auxiliar absorvendo os excessos ou irradiando a falta daquilo que nos é importante em nossa jornada evolutiva.
A cada encarnação, de acordo com a nossa necessidade, os Orixás de coroa, frente, juntó, direita e esquerda,  podem ser trocados, estimulando, renovando, paralisando, direcionando e etc., aquilo que está nos faltando ou está em excesso em nossas vidas. Quando temos a certeza dos Orixás que fazem parte da nossa  formação, seremos sabedores das nossas virtudes, defeitos, falhas e excessos, para efetuarmos com sucesso a nossa Reforma Íntima.
Se conhecermos as regências da pessoa, é possível fazer uma análise e prever como será a personalidade dela, a maneira de como encara a vida  e seus relacionamentos, através dos Orixás que a regem. Muito Axé.

Este texto foi baseado na pesquisa do livro O ABC do servidor Umbandista - Autoria de Pai Juruá.